quinta-feira, 22 de outubro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Romaria
Durante toda essa
semana, a Dutra estava cheia de grupos de peregrinos rumo a Aparecida
do Norte, para o feriado da padroeira em 12 de outubro. Era
impressionante o número de pessoas que circulavam pelas margens da
rodovia motivadas pela fé na santa. Era gente magra, gorda, velha,
jovem, homem, mulher, tudo. Caminhando a passos lentos, com cajados,
bandeiras, imagens da santa carregadas nos braços ou em estampas nas
roupas. São pessoas que saíram de vários lugares do país e que
nas estradas cruzavam com hippies, trabalhadores, malucos de BR e
disputavam as sombras das placas, dos viadutos e dos pontos de ônibus
para fugir do calor penoso das tardes de outubro em São Paulo e do
barulho dos caminhões.
O consórcio que
administra a Dutra também coloca placas no caminho que atentam para
a presença dos romeiros e distribuem panfletos com dicas para os
peregrinos. Estes, por sua vez, fazem a sua parte e caminham em
grupos grandes, com roupas coloridas (algumas vezes sinalizadas) e
buscando certa distância dos veículos. Vale a pena que os romeiros
se informem das melhores condições para fazerem a caminhada,
algumas dicas podem ser encontradas no site do Vale.
![]() |
| Cartaz da NovaDutra no trecho da rodovia em Caçapava alerta motoristas. Foto: Marcelo Caltabiano. |
domingo, 11 de outubro de 2015
Grande São Paulo
Se
ficamos assustados na primeira vez que entramos na cidade de São
Paulo, hoje cruzar a marginal, nos meter na babilônia e enfrentar
aquele mundaréu de carros e filas, se tornou para nós algo tão
corriqueiro e familiar quanto o cheiro do Tietê. Muitos dos dias de
trabalho que deixamos de postar aqui no blog, foram viagens para
vários pontos da capital paulista.
Na
última semana, entretanto, o trabalho em São Paulo foi intenso. O
frete era fracionado, o que significa que tivemos que fazer uma série
de pequenas entregas em hospitais e distribuidoras de material
hospitalar na região da grande São Paulo. Esse tipo de trabalho é
muito cansativo, porque implica passar grande parte do tempo com o
caminhão em engarrafamentos; a cada entrega é um malabarismo para
encontrar o endereço e estacionar, tratar com porteiros e
encarregados, pensar a logística da descarga, descer as caixas
pesadas na mão, etc. Nessa correria, acabamos sem horário para
tomar café e almoçar. Além disso, para estar na porta do cliente
antes das 8 horas, o despertador tem que tocar 04h30 da madruga.
Tantas
coisas podem sair errado numa entrega, que dá um gostinho de vitória
cada vez que concluímos uma. Cada nota fiscal recebida e assinada é
uma conquista. Na real, o trabalho de motorista tem muito desse
sentimento de missão cumprida.
Na
quarta-feira (07/10), cruzamos São Paulo de cabo a rabo e
amanhecemos em Barueri. Depois, fomos para dois hospitais no centro de Sampa e em seguida entregamos algumas caixas para um cliente em uma
região mais afastada. O GPS nos mandou por um caminho de volta muito
louco, por umas quebradas, cheias de ladeiras, contornando a
Cantareira, fomos sair atrás da Fernão Dias. Já era tarde quando
alcançamos a Dutra e almoçamos num posto.
Voltamos
umas 16h para Jacareí, mas o dia de trabalho ainda estava longe de
terminar. Fomos fazer uma entrega dentro de Jacareí mesmo. Batemos
várias caixas, debaixo de um sol de rachar. Depois fomos fazer
coleta da carga para entregar na quarta-feira e levar parte deste
material para outra empresa de logística em São José dos Campos.
Saindo de lá, o caminhão puxou um fio de telefonia pendurada no
poste! Foi aquela confusão, em frente a um ponto de
ônibus lotado que assistia a nós dois desesperados, com medo de sermos eletrocutados,atrapalhando o trânsito de uma das avenidas mais movimentadas de São José dos
Campos, na hora do rush. Eram quase 21 horas quando conseguimos chegar em casa.
Às
05h da quinta-feira (08/10) já estávamos na estrada, outra vez rumo a Barueri. Depois de fazer a primeira entrega, seguíamos para a
marginal Tietê, quando nos pediram para retornar em Barueri para
fazer uma coleta no mesmo lugar de onde vínhamos. Lá fomos nós,
cruzar de volta a marginal, que aglomerava mais carros conforme o dia
ia passando. De lá, seguimos pelo Rodoanel para um hospital em São
Bernardo dos Campos. Concluídas as entregas de quinta, voltamos pela
rodovia Anchieta até o Rodoanel, e então pela Ayrton Senna até
Jacareí.
Dessa
vez fica difícil fazer o mapa com o caminho exato que fizemos, por
dentro de São Paulo, e calcular a quilometragem. Circulamos só na
região, mas no fim de cada dia dava mais de 400 km rodados! A
correria valeu pela experiência e por conhecer as veias principais
que entram e saem da maior cidade da América do Sul.
sábado, 10 de outubro de 2015
Curitiba
Na
terça-feira, dia 06 de outubro fomos e voltamos de Curitiba.
Como de costume, nos avisaram sobre a entrega apenas no dia anterior. A carga eram algumas caixas grandes de material hospitalar. Saímos bem cedo, por volta das 4h30. A viagem, apesar de longa, foi bem tranquila.
Na ida revezamos bastante o volante. Apesar de termos saído cedo, Curitiba é longe, com um trajeto cheio de serras – como a Serra dos Cafezais e a Serra do Azeite (ou outros nomes) – e assim quando chegamos já se passava do meio dia.
Foi
interessante que neste caminho procurando almoço encontramos uns
indígenas vendendo artesanato no semáforo. Conversamos rapidamente, enquanto o sinal não abria, e eles contaram que eram da etnia Kaingang, da
aldeia Rio das Cobras. Não pudemos conversar mais, porém compramos
um cesto lindo feito pelas indígenas.
Depois
disso, a empresa confirmou o local de entrega. Estávamos certos.
Chegando lá o dono da casa nos recebeu e ajudou a carregar
algumas das caixas. Ele não conseguiu esconder a surpresa e nos
disse “Antes os entregadores era uns homens fortes! Agora chega uma
mulher magrinha dessa, com um piá magrinho também”.
Assim
que descarregamos, pegamos o caminho de volta para São Paulo. Dessa vez não
passamos pelo centro de Curitiba, mas sim pelo anel viário,
cortando pela parte sudeste da cidade. Já na Régis Bittencourt, passamos por um
caminhão da Fórmula Truck, sendo carregado por outro caminhão!
Fomos revezando
o volante, enquanto um dirigia o outro cochilava no
banco do carona. Enquanto dormia, a Fran chegou a sonhar que dirigia o caminhão
e que cochilava no volante... e acordou de repente super assustada (e feliz por não
estar dirigindo de verdade)! A volta foi cansativa, depois de acordar
tão cedo, pegar as serras com chuva e de noite, estávamos exaustos.
Só chegamos em Jacareí umas 22:00 e ainda tivemos que esperar um
pouco para organizar no caminhão a carga que sairia no dia seguinte (dessa vez um pouco mais tarde: 5:30 da manhã).
Destino: Curitiba
Carga: Equipamento hospitalar
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
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